Repetir o assunto é comum; copiar a identidade não é
Dizer que um jogo copiou outro porque também tem tigre e dourado é injusto e atrapalha quem tenta se proteger de verdade. Assunto não pertence a ninguém, e famílias temáticas inteiras convivem no mesmo catálogo sem que haja qualquer irregularidade. A linha que interessa não é o assunto: é a intenção de ser tomado pelo outro. Ela aparece em elementos concretos, e vale conhecê-los para não gastar desconfiança com o alvo errado.
De que lado da linha aquilo está
Dois comportamentos que são normais, dois que não são.
Normal: o mesmo assunto em casas diferentes
Vários fabricantes exploram tigres, dragões e moedas ao mesmo tempo, com nomes próprios e arte própria. É concorrência dentro de um gênero, como acontece em qualquer setor criativo.
Normal: estrutura de jogo parecida
Formatos de grade e tipos de recurso circulam livremente entre fabricantes há décadas. Semelhança de funcionamento, por si só, não indica cópia de ninguém.
Não é: nome montado para confundir na busca
Quando o título só faz sentido como variação do nome alheio, a intenção declarada é aparecer no lugar dele. Aí não se trata de inspiração, e sim de desvio de quem procurava outra coisa.
Não é: arte alheia reaproveitada como se fosse própria
Usar a imagem de divulgação do jogo original para vender outro produto é o sinal mais direto de todos. Costuma vir acompanhado de fabricante indefinido e de canal de distribuição informal.
Dúvidas comuns
Um jogo pode ter tigre sem estar copiando o tigrinho?
Pode, e há muitos assim. O assunto é comum na temática oriental de sorte, explorada por várias casas com produtos próprios e devidamente identificados.
Então o que devo olhar em vez do desenho?
Nome escrito por extenso, fabricante declarado e canal por onde o jogo chegou. Esses três respondem melhor do que qualquer comparação de arte feita de memória.